quarta-feira, 7 de setembro de 2011

A HISTÓRIA DA ARQUITETURA


A história da Arquitetura

A arquitectura (português europeu) ou arquitetura (português brasileiro) (do grego arché — αρχή — significando "primeiro" ou "principal" e tékton — τέχνη — significando "construção") refere-se à arte ou a técnica de projetar e edificar o ambiente habitado pelo ser humano.
A história da arquitetura está diretamente relacionada à evolução humana. A arquitetura passou a existir quando o homem começou a construir para se proteger de predadores e dos fenômenos naturais. Novas demandas sociais (como o crescimento das civilizações, a necessidade de interligação entre cidades, o abastecimento de água, a consolidação de crenças religiosas) ou mesmo a simples busca por formas agradáveis aos olhos forçaram a humanidade a buscar novos materiais, novas ferramentas e técnicas de construção. É assim que a arquitetura continua evoluindo até hoje.




Dos tijolos de barro seco ao concreto armado, das casas mais primitivas aos arranha-céus, das primeiras tumbas sagradas às grandiosas catedrais européias, de pequenos vilarejos pré-históricos às ilhas artificiais, o arquiteto continua contando a história do Planeta Terra, em linhas, texturas e cores. Assim como acontece com quase toda atividade humana, é difícil determinar um período histórico ou uma região e dizer que a arquitetura começou naquele momento. A primeira notícia que se tem dela está ligada às cidades pioneiras que surgiram no Oriente Médio e na Ásia Central no sétimo milênio a.C. quando as primeiras residências foram construídas, usando tijolos de lama secados ao sol, conhecidos como tijolos crus — material que, ainda hoje, é um dos mais utilizados, principalmente em construções mais populares.


Em locais onde não era possível secar a lama ao sol, era difícil confeccionar o tijolo cru. A solução encontrada no sétimo milênio a.C. por povos da Europa Central e da Ásia Central foi usar argila ou areia e madeirame (estrutura de tábuas de madeira entrelaçadas), numa técnica semelhante à das construções de pau-a-pique — técnica muito usada no Nordeste do Brasil.
Contudo, fazer uma casa para morar não era a única manifestação arquitetônica dos povos pré-históricos. Alguns se dedicavam à construção de tumbas para os mortos e templos de pedra para os deuses.







Arquitetura Egípcia
No quarto milênio a.C., a união política de povos que habitavam as margens do Rio Nilo deu origem à civilização egípcia. Assim como os povos da Pré-História, as principais construções egípcias eram templos para seus deuses e túmulos para seus faraós. Da mesma forma que alguns povos contemporâneos, os egípcios utilizavam tijolos crus. Mas, por acreditarem na idéia de que tudo deveria durar para sempre, necessitavam de um material mais durável. A solução encontrada foi desenvolver técnicas de construção com pedras.
             Uma das inovações dos egípcios foi a utilização de encaixes de madeira que permitiam empilhar as pedras sem a necessidade de usar massa para prendê-las umas às outras. Graças a essa técnica, eles conseguiram construir colunas de pedra, em vez de madeira, e, conseqüentemente, edificações maiores e com coberturas mais pesadas.
Além de utilizar esse método na construção de templos, os egípcios o utilizaram para fazer túmulos. Originalmente, as pessoas eram enterradas em tumbas escavadas na rocha, a exemplo de muitos outros povos pré-históricos. Com o tempo, para marcar os túmulos dos faraós e tentar protegê-los de ladrões, eles passaram a empilhar tijolos sobre os túmulos, gerando uma estrutura conhecida atualmente como mastaba. E, à medida que foram desenvolvendo suas técnicas de construção, foram substituindo os tijolos por pedras.






Arquitetura Grega
Apesar de manter uma forte ligação com a religiosidade, a arquitetura grega se destaca pelo grande valor dado à razão. Em tudo que produziam e construíam, os gregos buscavam alcançar o máximo da perfeição por meio de cálculos matemáticos e geométricos, regras, proporções e perspectiva. As esculturas, a perfeição geométrica dos templos gregos, a organização e o planejamento das cidades gregas e seus teatros destacam-se no curso da história da arquitetura. Por tudo isso, e também pela beleza, a arquitetura grega é chamada de clássica.



    
As construções gregas mais famosas foram feitas de mármore. Esse elemento começou a ser usado no século VI a.C., juntamente com técnicas de encaixe semelhantes às dos egípcios — que utilizavam madeira. Com o passar do tempo, após o domínio da confecção do ferro, os gregos substituíram o encaixe de madeira por encaixes e dobradiças de metal, dando mais resistência às suas estruturas.

Arquitetura Romana
A arquitetura romana foi bastante influenciada pelos gregos (templos, caráter realista, preocupação com o belo). Também foi direcionada pelo grande espírito guerreiro e prático dos próprios romanos. Suas conquistas eram celebradas com esculturas, monumentos, obeliscos e arcos de triunfo. Mas as principais marcas deixadas pelos romanos foram as estradas construídas em linha reta — para facilitar o deslocamento rápido das legiões de guerreiros — e os aquedutos para abastecer e desenvolver as colônias romanas espalhadas pelos territórios conquistados.





Os romanos não habitavam um território quente o suficiente para a produção de tijolos crus de boa qualidade e não tinham acesso a pedreiras de mármore até conquistarem a Grécia. Portanto, precisaram buscar um outro tipo de material para usar em suas construções. A solução encontrada foi o opus cementicium, uma mistura de areia vulcânica com calcário e ladrilhos quebrados, um “ancestral” do cimento. Com essa massa, eles conseguiram construir estruturas monumentais, como a cúpula do Panteão, que tem 43,2 m de altura e nenhum pilar de sustentação.

Arquitetura na Idade Média
A Idade Média, período que compreende cerca de 10 séculos (V a XV), foi a época da construção de algumas das igrejas mais importantes da História, que são referência até hoje, principalmente no mundo cristão. Uma marca registrada da Idade Média são as catedrais góticas, que têm como maior exemplo a Catedral de Notre Dame, em Paris, construída entre 1163 e 1250. São igrejas gigantescas, que simbolizam a tentativa de alcançar os limites celestes e tocar, com suas torres pontiagudas, em Deus. Altas e espaçosas, serviam para acolher em seu interior o maior número possível de fiéis, o que era difícil de se fazer nas igrejas de estilo românico.


     
Para dar suporte à tamanha grandeza, surgiram inovações arquitetônicas, como os arcobotantes, que escoravam as altas paredes externamente para liberar o interior da igreja; colunas nervuradas mais delicadas e capazes de suportar maior peso; arcos ogivais responsáveis pela elevação vertical da construção e pela distribuição do peso das abóbadas em vários pontos simultaneamente. Na decoração interna, destacam-se rosáceas e vitrais muito coloridos e trabalhados, que causam um mágico efeito de luzes, cores e sombras.

Arquitetura do Renascimento
           O Renascimento está associado a idéias como razão, humanismo e antropocentrismo — o pensamento de que o homem está no centro de tudo. É aí que começa a aparecer o nome do autor de cada obra de arte ou construção, elevando a figura do artista e do arquiteto (funções que, em muitos casos, eram exercidas pela mesma pessoa). São dessa época nomes como Brunelleschi, Bramante, Palladio, Michelangelo, Rafael e Leonardo da Vinci, ainda hoje lembrados e admirados.
           O futuro desses homens acabou se desenvolvendo graças ao passado de outro: o arquiteto romano Vitrúvio. O achado de seus famosos dez livros proporcionou aos renascentistas noções e técnicas de perspectiva, proporções e planejamento (incluindo a construção de maquetes).
           Da mesma forma que na Idade Média, as principais construções do Renascimento foram catedrais, com destaque para as cúpulas, assim como na Roma Antiga. Os principais exemplos são a cúpula da Basílica de São Pedro, em Roma (idealizada por Bramante e finalizada entre 1588 e 1591 por Michelangelo e Giacomo della Porta) e a cúpula de duas conchas, em Florença. A cúpula de Florença foi construída entre 1420 e 1436 e idealizada por Brunelleschi, o pioneiro da arquitetura renascentista.

  
Arquitetura Moderna

Idade Contemporânea

             As cidades passam a crescer de modo inédito e novas demandas sociais relativas ao controle do espaço urbano devem ser respondidas pelo Estado, o que acabará levando ao surgimento do urbanismo como disciplina acadêmica. O papel da arquitetura (e do arquiteto) será constantemente questionado e novos paradigmas surgem: alguns críticos alegam que surge uma crise na produção arquitetônica que permeia todo o século XIX e somente será resolvida com o advento da arquitetura moderna.
A arquitetura moderna passou a ser o estilo dominante no início do século XX. São várias as tendências modernistas, mas as mais difundidas buscavam romper com todos os padrões históricos anteriores. A ordem era priorizar a finalidade da obra e eliminar ao máximo os ornamentos. Pela primeira vez, residências e construções comerciais passaram a ter destaque arquitetônico. A prova disso é que, em vez de igrejas, catedrais e palácios, o principal marco do modernismo são gigantescos prédios de escritórios e apartamentos: os arranha-céus.




                                                                                                                 
O século XX foi o período em que o homem mais poluiu a Terra e explorou suas reservas naturais, levando muitas ao esgotamento. Isso nos leva a outra corrente que chama muito a atenção: a de obras ambientalmente sustentáveis, ou seja, que causem o menor impacto possível no meio ambiente. Provavelmente, o maior exemplo disso seja o “30 St Mary Axe”, em Londres, edifício de 180 metros que consome metade da energia que um prédio do mesmo porte.
No Brasil, a arquitetura sofreu influência principalmente das construções europeias. É por isso que aqui, normalmente, fala-se da história da arquitetura com foco naquele continente. Mas, existem várias outras escolas arquitetônicas não-ocidentais que, apesar de não serem muito expressivas em nosso País, são bastante relevantes no contexto mundial.




                                                    Museu de Niterói      
     
                                        
                               Congresso Nacional

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